sexta-feira, 18 de abril de 2008

KING DIAMOND / ABIGAIL

Grande clássico do metal.
O dinamarquez King Diamond, ex vocalista do Mercyful fate em performanse extraordinária no excelente Abgail.
Creio que seja de 1987.
Muito bom!
Esse eu também recomendo aos metálicos...



SLAYER - SHOW NO MERCY

...e lá se vão 27 anos...
Lembro como se fosse ontem quando fui apresentado a banda.
Um chegado muito metallover, o Renato, guitarrista da banda Cerradus, me apresentou o Show no Mercy. Foi paixão que vinga até hoje...
Os caras não tinham nem idade para tocar em shows, na época. Só com a presença do pais.
Este trabalho juntamente com Hell Awaits e Reign in Blood, estão no sangue.
Bom Demais...
SHOW NO MERCY(1984)
1. Evil has no boundaries
2. The antichrist3.
Die by the sword
4. Fight till death
5. Metalstorm/Face the slayer
6. Black magic7. Tormentor
8. The final command
9. Crionics
10. Show no mercy

Tom Araya(vo,b)
Kerry King(g)
Jeff Hanneman(g)
Dave Lombardo(dr)

Hear'n'Aid - Stars

Álbum lançado em 1986 para angariar fundos para as vítimas da Etiópia, reuniu muita gente boa e alguns posers "farofa" do metal.
Paciência.
O intuito principal é o que importa. Trabalho muito bom tendo como mentor Ronnie James Dio. Destaque para os quase 9 minutos de solos de guitarra de feras como:
Graig Goldy/ Eddie Ojeda, Vivian Campbell/ Brad Gillis, Neal Schon/ George Lynch,
Yngwie Malmsteen/ Vivian Campbell, George Lynch/ Carlos Cavazo, Brad Gillis/ Craig Goldy/ Buck Dharma, Dave Murray / Adrian Smith e outros
Riff #1 (24k) Riff #2 (232k) Riff #3 (64k) Riff #4 (136k) Riff #5 (88k) Riff #6 (64k)
Participantes do Projeto:
TOMMY ALDRIDGE (backing vocals)
DAVID ALFORD (Rough Cutt: backing vocals)
CARMINE APPICE (King Kobra: backing vocals)
VINNIE APPICE (Dio: drums, backing vocals)
JIMMY BAIN (Dio: bass, backing vocals)
FRANKIE BANALI (Quiet Riot: drums, backing vocals)
ERIC BLOOM (Blue Oyster Cult: lead vocals)
MICK BROWN (Dokken: backing vocals)VIVIAN CAMPBELL (Dio: guitar, backing vocals)
CARLOS CAVAZO (Quiet Riot: guitar, backing vocals)
AMIR DERAKH (Rough Cutt: backing vocals)
RONNIE JAMES DIO (Dio: lead vocals)
DON DOKKEN (Dokken: lead vocals)
KEVIN DUBROW (Quiet Riot: lead vocals)
BRAD GILLIS (Night Ranger: guitar, backing vocals)
CRAIG GOLDIE (Giuffria: guitar, backing vocals)
CHRIS HAGER (Rough Cutt: backing vocals)
ROB HALFORD (Judas Priest: lead vocals)
CHRIS HOLMES (W.A.S.P.: backing vocals)
BLACKIE LAWLESS (W.A.S.P.: backing vocals)
GEORGE LYNCH (Dokken: guitar, backing vocals)
YNGWIE MALMSTEEN (guitar, backing vocals)
MICK MARS (Motley Crue: guitar, backing vocals)
DAVE MENIKETTI (Y&T: lead vocals)DAVE MURRAY (Iron Maiden: guitar melody lines, backing vocals)
VINCE NEIL (Motley Crue: backing vocals)
TED NUGENT (backing vocals)
EDDIE OJEDA (Twisted Sister: guitar, backing vocals)
JEFF PILSON (Dokken: backing vocals)
DONALD "BUCK DHARMA" ROESER (Blue Oyster Cult: guitar, backing vocals)DAVID ST. HUBBINS (Spinal Tap: backing vocals)
RUDY SARZO (backing vocals)CLAUDE SCHNELL (Dio: keyboards, backing vocals)NEIL SCHON (Journey: guitar, backing vocals)
PAUL SHORTINO (Rough Cutt: lead vocals)
DEREK SMALLS (Spinal Tap: backing vocals)
ADRIAN SMITH (Iron Maiden: guitar melody lines, backing vocals)
MARK STEIN (Vanilla Fudge: backing vocals)
GEOFF TATE (Queensryche: lead vocals)
MATT THORR (Rough Cutt: backing vocals)

Também recomendo aos amantes do bom Heavy Metal.

DIO - INTERMISSION

Pérola do Heavy Metal de 1986, não pode faltar na coleção de nenhum metaleiro, o excelente trabalho de Ronnie James Dio. Pessoalmente, considero umas das mais belas vozes do cenário metaleiro mundial. Este trabalho da década de 80 é magnífico. Sons muito bem definidos, nível de gravação excelente e a voz esplêndida de Dio.
Todas as faixas são belíssimas mas, em "Raimbow in the Dark", Dio mostra toda sua musicalidade e de sua banda muito competente.
Demais!!!
Ronnie James Dio : Vocals
Craig Goldie : Guitars
Jimmy Bain : Bass
Vinny Appice : drums
Claude Schnell : Keyboards
1. King of Rock and Roll
2. Rainbow in the Dark
3. Sacred Heart
4. Time To Burn
5. Rock N' Roll Children
6. We Rock

quinta-feira, 17 de abril de 2008

VAN HALEN

Grande bolachão da banda de 1978.
Alguns petardos como a instrumental Eruption e Running With the Devil e outros...
Considero, claro, minha opinião pessoal, o melhor trabalho da banda, mesmo sendo o primeiro.

DIO - The Last in Line

Ronnie James Dio (DIO)
The Voice
Grande trabalho solo da década de 80, The Last in Line.
Abração ao amigo Bené, o motoqueiro, que é fan ardoroso desse camarada, desde o tempo de Black Sabbath.

SWAN SONG AND LED ZEPPELIN



Símbolo da gravadora Swan Song e quadro de William RimmerCom logo baseado na pintura Evening Fall of Day, feita em 1869 pelo britânico William Rimmer (1816 – 1879), cujo personagem do quadro representa Apolo, o Deus grego do Sol (e não Ícaro, como algumas pessoas pensam), a gravadora Swan Song foi fundada pelo Led Zeppelin em 10 de maio de 1974, após o término do contrato de cinco anos da banda com a Atlantic Records em 1973. Comandada pelo manager Peter Grant, além de promover os produtos do próprio Led Zeppelin, ajudou muitos artistas com dificuldade de contrato com outras gravadoras. Também cooperou com o filme Monty Python and the Holy Grail, de 1975. A companhia cessou as operações em outubro de 1983 com o fim do Led Zeppelin e por problema de saúde de Peter Grant. Dessa forma, Robert Plant criou a sua marca, a Es Paranza Records, enquanto Jimmy Page e John Paul Jones retornaramà Atlantic Records. Os quatro primeiros discos da Swan Song foram Bad Company, do Bad Company (15 de junho de 1974); Silk Torpedo, do Pretty Things (1 de novembro de 1974); Is It Only Love/Joey, também do Pretty Things (novembro de 1974); e o duplo Physical Graffiti, do Led Zeppelin (24 de fevereiro de 1975).

JUDAS PRIEST


1.Exciter 05:38
2. Running Wild 02:52
3. Sinner 07:33
4. The Ripper 02:41
5. The Green Manalishi (With the Two-Pronged Crown) 03:18
6. Diamonds and Rust 03:34
7. Victim of Changes 07:11
8. Genocide 07:21
9. Tyrant 04:41

Rob Halford: VocalsGlenn Tipton: Lead & Rhythm GuitarK.K. Downing: Lead & Rhythm GuitarIan Hill: Bass GuitarLes Binks: Drums

STRESS - De Belém Para o Mundo











1. Heavy Metal
2. Não Desista
3. Mate o Réu
4. Flor Atômica
5. Esperando o Messias
6. Forças do Mal
7. Inferno Nuclear
8. Sodoma e Gomorra
9. Tributo ao Prazer 10. Jennie

De Belém (PA), foi a primeira banda brasileira de heavy metal a lançar um LP, auto-intitulado, em 1982. O grupo foi contratado pela multinacional Polygram, que em 1986 lançou Flor Atômica.

Extraído do Cogumelomoonpoprock

"Sim, Eu tava lá, n'aquele show inesquecivel no Teatro Valdemar Henrique !!! "
Os primeiros encontros aconteceram no início de 1975, quando colegas de escola perceberam que tinham algo em comum, o rock. Num momento em que ser roqueiro, além de ser uma raridade , era sinônimo de rebeldia. Numa cidade em que predominavam os modismos impostos pela mídia nacional; contra todas as tendências culturais de uma cidade ainda provinciana como Belém, surgia o embrião da primeira banda de heavy metal do Brasil: Stress.No início, ainda sem nome definitivo, era chamada de Pingo D'água devido ao formato do bumbo da antiga bateria "Pingüim", o repertório era composto por covers de bandas como: Rolling Stones, Nazareth, Sweet, Led Zeppelin, E. L. and Palmer, Black Sabbath, Deep Purple e outras bandas do gênero. A formação da época já contava com André Chamon (bateria), Leonardo Renda (teclado), Roosevelt Bala (vocal), Wilson Mota (guitarra) e Paulo Lima (baixo), todos na faixa dos 14/15 anos de idade.As primeiras apresentações aconteceram no ano seguinte, quase sempre em festas de aniversário e festivais escolares, pois tudo não passava de pura diversão. No final de 1976 entrava para a banda o guitarrista Pedro Valente, Wilson assumiu o baixo com a saída de Paulo Lima. Considerado um músico extraordinário, Pedro abriu novos horizontes para o grupo que deixaria de ser uma mera banda de festinhas para se aventurar em vôos solo.O primeiro show oficial da banda foi em 1977, já então definitivamente batizada como Stress, por sugestão do Pedro. A partir de então a banda começou a conquistar uma legião de fãs e admiradores que até então, não tinham nenhuma alternativa para ouvir aquele tipo de música, a não ser através dos discos que chegavam com atraso de anos (se chegassem) ás lojas de Belém. Os shows da banda se tornaram reuniões memoráveis de "roqueiros", esse era o termo que, este era termo que a partir dai trocavam informações, discos, firmaram amizades que duram até os dias de hoje e passaram a acreditar que era possível o surgimento de um movimento musical forte, como é hoje o rock paraense. Com todo o apoio desse movimento emergente, onde ajudavam na venda de ingressos, afixação de cartazes e faixas, confecção de camisetas, os shows da banda começaram a acontecer em lugares cada vês maiores.Em 1978 começaram as primeiras composições, com as letras em inglês, com algumas influências de bandas como: Judas Priest, Saxon e Foghat, porém a pedido dos fãs que queriam entender as letras, as músicas que já estavam prontas re-feitas em português, e as demais composições seriam em português originalmente.Em 1979 os membros do Stress entram para a faculdade e os shows ficam menos freqüentes, porém cada vez mais bem produzidos e em grandes locais. A essa altura, em Belém, o movimento já contava com algumas bandas tentando seu espaço, inspirados no Stress, viram que era possível fazer um som de qualidade, mesmo numa região do planeta onde a tradição musical era fortemente dominada pela música regional.
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(1982) Stress ( Remaster )
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(1985) Flôr Atômica
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Mais sobre o STRESS:
Por: Thiago Viana
2008, ANO DE STRESS

A primeira banda de Heavy Metal do Brasil volta à cena com festival no Waldemar Henrique.
O Stress começou uma história digna de um épico ainda quando o próprio jornalista redator deste texto nem sonhava em vir ao mundo. Referendada pelo Brasil inteiro como a primeira banda de Heavy Metal do país, mesmo ainda quando o Brasil nem sabia ao certo o que era Heavy Metal, o Stress começa suas atividades oficialmente em 1978, mas desde 74 ela vinha sido rascunhada a partir do momento em que Wilson Mota e Pedro Lobão percebem que o rock era fator comum entre eles.Nessa época o Brasil revelava nomes como Os Mutantes e Raul Seixas enquanto os dois amigos reuniam os violões na tentativa de tirar covers de Black Sabbath e Led Zeppelin, o que isso poderia suscitar? A vontade de formar uma banda, é claro. Wilson fica sabendo então que na sua sala de aula tinha um garoto que possuía uma guitarra e logo André Chamon é convidado a integrar a banda, que por sua vez traz consigo um amigo que estudava piano, Leonardo Renda, e decide ser o baterista da banda. Logo, a guitarra passa para Wilson, Leonardo assume os teclados e Pedro fica com a outra guitarra. Para o baixo foi chamado Paulo Lima, um amigo em comum dos garotos com uma média de idade em 15 anos. Estava formada a banda Pingo D´Água. O nome fazia referência ao formato de uma lágrima estampada no bumbo da antiga bateria da marca Pingüim.

"PESSOAL, ESSE É O 'BALA', O NOVO VOCALISTA DA BANDA"
Um ano depois Pedro Lobão muda-se para o Rio de Janeiro abandonado os vocais que são assumidos provisoriamente por Wilson que começa a estudar na Escola Técnica Federal do Pará onde conhece Roosevelt Cavalcante (ufa!). Ao menor indício da inclinação do gosto musical de Roosevelt para o rock, este foi logo convidado a assistir a um ensaio da Pingo D´Água. "Pessoal, esse é o 'Bala', o novo vocalista da banda", assim Roosevelt foi apresentado por Wilson ao resto da banda. "Ainda lembro que o Wilson me pediu para cantar uma música do Nazareth - logo de quem! -, me perguntando se aquele tom estava bom. E eu tinha alguma idéia de o que era tom? (risos). Cantei muito timidamente, afinal era minha primeira vez. Quando terminei percebi que a galera tinha gostado. Experimentamos outras músicas e acho que me saí bem. Acabei pegando gosto pela coisa e não faltei mais aos ensaios e virei vocalista do dia para a noite", relembra Roosevelt "Bala" que recebeu este apelido graças à sua grande velocidade nas competições estaduais de remo. As apresentações com a nova formação da banda começaram somente em 1976 geralmente em festas de aniversário e comemorações do tipo. Passaram ainda pela banda Pedro Valente, Carlos Reimão, Alex Magnun, J.Bosco, Rick e Christian que saiu da banda e logo depois foi convidado a tocar no Faith no More. Hoje a banda é composta por André Chamon (Bateria). Paulo Gui (Guitarra). Roosevelt Bala (Voz e Baixo).Ainda em 76 os caras acharam que a banda deveria ter um nome definitivo e, como sempre, muitos nomes foram sugeridos. A banda chegou a se apresentar uma vez com o nome de Elektra, mas logo depois adotaram o Stress, sugestão de Pedro Valente. "Era uma palavra nova para todos nós, mas quando Pedro nos explicou o significado achamos que tinha tudo a ver com o nosso som. Isso sem contar que a grafia e a sonoridade são excelentes. Sem dúvida, é um nome perfeito para uma banda de Rock", destaca Roosevelt. O primeiro show oficial como Stress, intitulado "Uma escada para o Céu", ocorreu a 10 de outubro 1977, no teatro São Cristóvão. Os primeiros shows tinham nomes alusivos a músicas consagradas como "Paranóia" (Paranoid, Black Sabbath), "Black Night" (Black Night, Deep Purple), entre outras.
“QUANDO APRESENTAMOS AS MÚSICAS, A MAIORIA PERGUNTOU DO QUE TRATAVAM AS LETRAS.”

Não é difícil entender porque o Stress fez tanto sucesso naquela época, a banda tocava covers de músicas de difícil acesso, a Amazônia recebia os vinis com anos de atraso e o Stress conseguia esse material quase quem em tempo real com as constantes viagens de Leonardo Renda aos Estados Unidos e à Europa. Em 78 decidiram compor suas próprias músicas influenciados por Judas Priest, Saxon e Foghat mas só em 79 eles apresentaram pela primeira vez Go To Hell e Stressencefalodrama, composições na idioma inglês - "Havia uma grande expectativa por parte dos fãs com relação à linha de composição que a banda adotaria. Quando apresentamos as duas músicas, nosso grande número de seguidores presentes ficaram impressionados com o som que ouviram. Entretanto, a maioria deles perguntou do que tratavam as letras. Foi nesse dia que resolvemos que as letras das nossas músicas seriam em português", explica Roosevelt.

“A GRAVAÇÃO FOI UMA CORRERIA, TUDO FOI CONCLUÍDO EM DOIS DIAS - 3 E 4 DE AGOSTO DE 1982, EM APENAS DEZESSEIS HORAS DE ESTÚDIO.”
Em agosto de 82 o Stress aventurou-se na gravação de seu primeiro álbum, a viagem foi para o Rio de Janeiro onde a banda achou que conseguiria melhores condições e equipamentos para registrar o “som pesado” que eles dispunham. A viagem rodoviária durou três dias, se alojaram em um quarto só e quando chegaram ao estúdio encontraram apenas uma bateria desmontada que dificilmente ficaria em pé – “Eles tinham dito por telefone que não precisaríamos levar nada na viagem, pois forneceriam tudo. Só que depois ficamos sabendo que cada item do 'tudo' teria um custo adicional. A gravação foi uma correria, tudo foi concluído em dois dias - 3 e 4 de agosto de 1982, em apenas dezesseis horas de estúdio.” – conta Roosevelt.

Segundo a banda, o resultado da gravação foi uma frustração só, o som não tinha peso, era tosco e em nada se parecia com aquilo que estavam acostumados a ouvir nos discos de bandas estrangeiras. Não havia dinheiro pra tentar consertar, mas os caras queriam guardar aquilo como registro. Esperaram uma rápida ausência do técnico e roubaram a fita do estúdio desaparecendo pelo Rio de Janeiro em seguida. Pensaram muito no que fazer com aquilo tamanho era o desapontamento e resolveram lançar apenas mil cópias. Conseguiram uma grana para prensagem e um patrocínio da Pepsi que imprimiu sua logomarca na contracapa do disco. O primeiro álbum de Heavy metal do Brasil foi intitulado “Stress” passou com dificuldade pela censura e foi lançado em novembro de 82 em Belém com um show pra 20 mil pessoas no Estádio Leônidas Castro, do Paysandu Sport Club.O segundo disco - O segundo disco, “Flor Atômica”, já saiu depois que a banda assinou com a Polygram em 85 e mesmo assim a gravação não ficou imune a problemas, o maior deles veio na hora de lançar o material - "Depois disso, ao escutar o disco recém chegado da fábrica notou-se que a faixa “Forças do Mal” estava sem o vocal. Houve um erro do técnico de edição que selecionou a versão sem voz ao invés da versão correta. Tivemos uma reunião com o produtor, João Augusto (hoje presidente da Warner), que disse não haver outra solução a não ser lançar daquele jeito mesmo, pois cinco mil cópias estavam prensadas e não poderiam ser desperdiçadas, mas que numa futura prensagem o problema seria solucionado. Resmunguei e esperneei bastante. Até que João disse que se não saísse daquela forma não sairia mais. Aí tive de calar o bico", - lembra Roosevelt.

Gravação do DVDA banda se apresentou algumas vezes durante o circuito áureo do Circo Voador, já obrigou o Cazuza (em início de carreira solo) interromper um show antes do fim em Minas Gerais tão grande era a expectativa do público para assistir ao show dos paraenses. O Stress já foi convidado a tocar em um programa da Rede Globo, mas por uma rescisão de contrato a apresentação acabou não rolando. Depois de algum tempo as gravadoras, rádios FM e programas de TV resolveram dar preferência às bandas com um rock mais “light”, sem distorções, com letras e sonoridades mais simples. Para produzir o terceiro disco da banda, a Polygram sugeriu que o Stress “aliviasse” seu som e entrasse em uma linha mais “comercial”. Não se curvando às exigências por respeito ao público e a já conhecida história que tinham construído o Stress deixa a gravadora e é claro que isso refletiu nos convites para festivais, e outros shows que foram ficando cada vez menores e pouco a pouco, o Stress foi entrando em um recesso induzido.Em 1995, a atual formação se reuniu em Belém e decidiu gravar um CD experimental que recebeu o nome de Stress III. Teve uma tiragem de apenas 500 cópias, uma raridade. Relançaram em CD o primeiro álbum e por essa ocasião resolveram voltar aos palcos, isso aconteceu pra valer em maio de 2005 em Belém, para um público de mais de 3 mil pessoas que lotaram o Memorial dos Povos. Empolgados e emocionados com a repercussão a banda se apresentou novamente no Teatro Estação Gasômetro onde gravaram um DVD com um público de 400 pessoas, capacidade do teatro. O DVD foi gravado “num tapa”, seguindo o andamento do show, sem paradas para ajustes ou repetições.No Stress Fest Rock que rola nesse final de semana (11, 12 e 13 de Janeiro) a banda lança esse DVD ao mesmo tempo em que comemora 30 anos e promete um ano cheio de muito Stress para os amantes fiéis ao Heavy Metal.*Baseado no texto de Ricardo Batalha









Queensrÿche

EMI AméricaAno: 1986
O ano é 1986, o Queensryche havia já gravado o seu nome na estória com duas pérolas chamadas "Queensryche - EP" em 83, e "The Warning", esse o real primeiro disco do quinteto lançado em 84.
Ao longo do tempo o Queensrche passou a se mostrar uma banda, digamos, 'previsivelmente imprevisível', e essa fama começou aqui no seu 3º trabalho de estúdio, segundo álbum da carreira, o conhecido "Rage For Order".
Esse disco com toda a justiça é considerado o entre águas da fusão do Rock Progressivo com o Heavy Metal, um trabalho estórico que enfluenciou bandas como Fates Warning, Dream Theater, Symphony X e muitos outras que hoje fazem sucesso dentro do estilo.
Aqui a banda dá uma aula do que seria depois chamado de Prog Metal. Inovando com competência e personalidade. Mostrando timbres novos, músicas estremamente bem construidas, bateria com mudanças de andamento e bits constantemente e o quase não mais tão garoto Geoff Tate registrando nesse disco o melhor e maior trabalho vocálico de toda a sua carreira sua e da banda é claro. E isso eu digo com absoluta certeza!!!
WALK IN THE SHADOWS - A faixa de abertura da obra. Música que mostra que o Heavy Metal sempre esteve na veia do Queensryche. Refrão grudente, riff espetacular e acompanhamento brilhante da cozinha. Com certeza a faixa mais empolgante do disco no que se diz respeito a uma apresentação ao vivo.
I DREAM IN INFRARED - Uma balada meio metal que já mostra elemento prog no timbre e condução dos teclados e guitarras acústicas do início. Um solo magistral de Michael Wilton, curto, mas mostrando feeling e técnica na dose certa. Lindíssima faixa!
THE WHISPER - Nessa faixa já fica nítida a proposta da banda para este disco: Revolucionar! É isso aí, a música mostra teclados, samples e batida progs. É realmente a primeira música prog metal do disco, mas não atinge o mesmo nível das duas primeira, não significando ser uma faixa ruim.
GONNA GET CLOSE TO YOU - Esse foi o único clipe tirado para o álbum onde a banda aparece com todo aquele visual espalhafatoso da contra-capa do álbum. A faixa em si não é de autoria da banda, mas eleva o disco novamente ao nível das duas primeira músicas, cadenciada, com teclados e sintetizadores muito bem arranjados e belíssimas linhas de voz de Tate. No início você pode estranhar, mas depois acostuma e passa a gostar dela.
THE KILLING WORDS - essa faixa é mais uma prova do bom gosto de DeGarmo como guitarrista e compositor. Belíssima música, um dedilhado maravilhoso, bela introdução de teclado e um dos melhores, senão o melhor refrão do Queensryche. Tate arrasa novamente, novidade.
SURGICAL STRIKE - Faixa que aos olhos de muitos pode de repente não emplacar, é aqui que acontece uma amostra da competência e do gabarito de Scott Rockenfield que rouba a cena com sua linha de bateria que varia o andamento de forma coerente e competente.
NEUE REGEL - Talvez a mais prog de todas as faixas da bolacha, um ferão fantástico e empolgante, belos solos também, ótima música!
CHEMICAL YOUTH (WE ARE REBELLION) - Nesta faixa assinada por Wilton e Tate, o Queensryche volta a mostrar uma música mais voltada ao Heavy tradicional, uma bela cozinha com bateria rápida e precisa alternadndo variações de forma dinâmica e baixo pulsante, guitarras mais curas e diretas e refrão empolgante mostrando um belo coro.
LONDON - Simplesmente sensacional, a partir daqui o disco vai chegando no seu ápice. Melhor vocalização de Tate em todo o disco alcançando altíssimos tons (altíssimos mesmo!), mostrando toda a técnica da sua voz encorpada, cheia de metal e harmônicos. Essa música também mostra o melhor trabalho de guitarras do disco também, são duetos belíssimos onde mostram alguns solos sobrepondo outros. Um refrão lindo onde com o suporte de DeGarmo Jackson, Tate desfila todo o seu talento e feeling ao interpretar a letra da música.
SCREAMING IN DIGITAL - Uma saudável e grande mistura de heavy tradicional mostrado no riff introdutório com o bom trabalho de teclados e afeitos de progressivo. Aqui Tate mostra a sua mais perfeita composição de linha de voz, aqui duas linhas de vocal diferentes duetam uma com a outra entrando quase no contratempo da outra de forma coesa e empolgante, ele arrasa novamente, grandes solos e atuação da cozinha.
I WILL REMEMBER - Assim como em "Killing Words" DeGarmo desfila novamente a sua categoria de grande compositor que é. Essa música é simplesmente a balada mais bonita da estória da banda! Preciso dizer mais alguma coisa? Lembrem-se que é a mesma banda que compôs músicas como "Lady Wore Black", "Silent Lucidity" e "Anybody Listening". Tate com os poderosos harmônicos de sua voz tira lágrimas dos olhos de qualquer um! É uma músico de clima introspectivo que te faz flutuar e não querer mais que ela acabe, isso fora o arranjo de voz em assobio que Tate também faz de forma como nunca vi antes e que já tentou ser feito por outros mas não com a mesma criatividade e brilhantismo. Mostra também um lindíssimo dedilhado que só Chris é capaz de compor. "I will remember" fecha com chave de diamante, não é nem de ouro.
Pois é, esse é disco de uma das maiores bandas de metal e rock de todos os tempos. Se hoje existe esse rótulo "Prog Metal" tão difundido em revistas e zines do mundo inteiro é graças a esses cinco caras de Seattle que em 86 contruiram esse estilo musical numa fusão até então nunca antes imaginada. Longa vida ao Queensrche!!!


INJUSTIÇADO - KISS / Music From the Elder

O Kiss chegou aos últimos anos da década de 70 do jeito que sonhara e para o qual fora planejado: ser um super-grupo. A banda, que havia gravado seu primeiro disco em 1974, já contava com vários álbuns em sua discografia, alguns dos quais se tornaram clássicos do rock, como “Dressed to Kill”, “Destroyer”, “Rock´n´Roll Over” e “Love Gun”, isso sem falar nos dois álbuns ao vivo (“Alive” I e II) e nas coletâneas lançadas. O conceito do Kiss não era o de ser simplesmente mais uma banda de rock. Eles queriam fazer algo além de tudo o que já havia sido feito antes, inclusive em termos estéticos. A ‘Kissmania’ tomou conta dos EUA e já se expandia para Japão e Europa. Turnês que iam se tornando cada vez mais grandiosas, revistas em quadrinhos, filme, todo tipo de bugiganga com a logomarca da banda, enfim, aonde quer que se fosse, era possível encontrar algo que fizesse o sujeito se lembrar dos caras.
Entretanto, nem a fama, o dinheiro e a legião de devotos que os seguia foi capaz de conter o descontentamento de alguns integrantes, sobretudo o desapontamento do batera Peter Criss e do guitarrista Ace Frehley. Na tentativa de acalmar as coisas, fica decidido que cada membro do grupo gravaria um álbum solo para que pudesse se expressar melhor artisticamente. Feito isso, o Kiss se reúne novamente e lança em 1979 “Dynasty”, um disco que se afasta um pouco do rock característico da banda e traz alguns elementos da ‘disco music’, tão em voga naquele período. Como poderia ser previsto, alguns fãs não engoliram aquele material novo, ainda que a popularidade do Kiss não tivesse sofrido tanto, sendo que, inclusive, a música “I Was Made For Loving You” alcançou o topo das paradas. Mas a banda não arredou o pé de sua tendência em investir num som mais comercial e em 1980 lança “Unmasked”. Ao que se sabe, Criss nem chegou a ir ao estúdio para as gravações desse álbum. Logo após seu lançamento, o grupo anuncia um novo baterista, Eric Carr, e parte para mais uma turnê. O problema é que a crítica, que já não demonstrava morrer de amores pelo Kiss, agora passava a criticar a banda duramente, dizendo inclusive que toda aquela parafernália de produção de palco, efeitos, maquiagem, roupas espalhafatosas e tudo o mais, na verdade tinha o objetivo de esconder a fragilidade de seus integrantes enquanto músicos. O resultado disso foi que a banda resolveu produzir um material que tivesse qualidade técnica, instrumental e lírica suficientes para calar seus detratores e provar ao mundo sua competência. Começava a se criar então aquele que deve ter sido o mais criticado, o que mais dividiu opiniões e, pra muita gente, o mais injustiçado disco da carreira da banda, o álbum “(Music From) The Elder”.
Bem, essas matérias sobre álbuns injustiçados sempre criaram polêmicas e, nesse caso, certamente a coisa não será diferente. Primeiro porque há aquela corrente que detesta qualquer coisa que venha do
KISS e que encontra o contraponto perfeito nos fãs de longa data do grupo, os quais estão entre os mais devotos que se conhece. Mas o problema é que “The Elder” tem críticos ferozes até mesmo dentre os mais fanáticos pela banda. E o pior é que não são poucos os fãs que não gostam dessa obra, alguns dos quais chegam ao ponto de nem reconhecer esse trabalho como Kiss. No entanto, vamos continuar essa conversa e tentar ver se esse disco é tão insosso mesmo ou se é mais um grande caso de injustiça para com um álbum.
Depois de ter que conviver com críticas cada vez mais duras e com a possibilidade de entrar em decadência, a banda vê que havia a necessidade de uma reação, de um disco realmente forte e que recolocasse as coisas no seu devido lugar. Para tanto, chamaram de volta o produtor Bob Ezrin, o mesmo de “Destroyer”, fato que não agradou muito a Ace Frehley. No entanto, mais divergências começavam a surgir na banda, pois Gene Simmons e Paul Stanley achavam que não adiantava fazer as mesmas canções que compuseram nos anos 70 e passaram a considerar a hipótese de gravarem um álbum conceitual, ao passo que Frehley, com o apoio do novo baterista Eric Carr, pensava que o correto era fazer um disco bem ‘rock’, como mandava a melhor tradição do Kiss. Ezrin, para o desgosto de Ace e Carr, influenciava cada vez mais no sentido de se produzir um álbum conceitual e passou a idealizar uma obra com essas características. Com a concordância de Gene e Paul, a banda começa a escrever o material para “The Elder”. As ambições para esse disco, assim como quase tudo no Kiss, eram imensas. Partindo de uma história imaginada por Gene, o álbum ia sendo criado com aspirações de ser a obra-prima da banda, um trabalho conceitual com influências e elementos progressivos. Dizia-se que o álbum consistiria numa trilha sonora para um pretenso filme que, de fato, jamais foi feito. Lou Reed, ex-Velvet Underground, participou como co-autor em algumas músicas. A banda vai ao Canadá para fazer o disco, enquanto o descontente Ace fica em sua casa e grava suas partes em seu estúdio particular.
Terminado o trabalho, a banda então coloca “The Elder” no mercado. Um álbum conceitual baseado na história da luta entre o bem e forças do mal, calcado na personagem central, que era uma criança inocente. Qual não foi o susto que os velhos fãs tomaram logo de cara. “Mas o que é isso?!?”, diriam os mais exaltados. “O
KISS tentando soar como uma banda progressiva?”. As diferenças já começavam a partir da capa. Não havia uma foto da banda, como de costume, apenas uma mão tocando uma porta. Posteriormente, soube-se que a mão era de Paul Stanley. Além disso, o próprio visual adotado pela banda passou a ser menos extravagante. Pela primeira vez, via-se os integrantes com cabelos cortados ou bem presos, além de roupas um pouco menos espalhafatosas, embora as máscaras continuassem lá. Bem, não seria isso que deixaria um fã do KISS desapontado. A questão é que a estética musical de “The Elder” era absoluta e radicalmente diferente de qualquer coisa que o KISS já tivesse lançado antes. Orquestrações clássicas como som ambiente ligando as canções, violinos, pianos, aquele definitivamente não era o KISS que todo mundo estava acostumado a ver e ouvir.
Pois bem, vamos à questão principal. O que faz de algo bom ou ruim? Uma coisa é boa por si só ou só é boa se for melhor que algo feito antes? E mais, em termos de música, uma coisa só é boa se obedecer às características básicas que dão a identidade de uma banda ou há a possibilidade de um trabalho ser de qualidade ainda que fuja da sonoridade que caracteriza um artista? Essas são questões difíceis de se responder e que podem gerar respostas diferentes, pois cada caso é um caso. Bom, no caso de “(Music From) The Elder”, apesar de ter existido até uma certa simpatia da crítica para com o álbum, a resposta dada pela maioria dos fãs variou da indignação até ao total desprezo pela obra, afinal aquele não era o ‘verdadeiro’ Kiss. Foram poucos, bem poucos, os que deram valor àquele disco na época de seu lançamento. Mas, afinal, como ele é?
Realmente, pra quem estava acostumado com a sonoridade anterior do Kiss, ouvir “The Elder” era um susto, nem tanto no mau sentido, mas porque ninguém esperava aquele tipo de som. Sim, era o
KISS fazendo um som com um pé bem fincado no progressivo. Claro que não havia a complexidade de um Pink Floyd, seja em termos líricos ou instrumentais, mas percebe-se nitidamente que foi um trabalho feito com cuidado. As letras não eram extremamente sofisticadas, mas também não eram infantis como tantos críticos gostam de alardear por aí. A instrumental “Fanfare” é ótima, mas totalmente fora dos padrões da banda, com todas as suas orquestrações e partes que em alguns momentos lembram a trilha de um filme de ficção futurista e em outras lembram uma epopéia medieval, bem diferente de “Escape From The Island”, a outra instrumental do disco, mais rocker e ágil, mas que ainda traz certas características de progressivo em seu andamento. “Just A Boy” é uma pérola que se perdeu em meio a todo o desdém com que o disco é tratado. Uma música meio balada, meio épica, que traz um excepcional trabalho de guitarra e bateria, além dos vocais com falsete, que criam um clima excelente para a canção. O que dizer, então, da emotiva “Odyssey”, uma balada prog com uma melodia belíssima e acompanhada de um piano que deu todo um realce à música?
“Only You”, embora ainda tivesse proximidade com o progressivo, já trazia guitarras um pouco mais ao timbre do ‘velho Kiss’. O destaque nessa música é Gene Simmons, tanto por suas linhas de baixo quanto pela linha vocal peculiar que adota nessa faixa. “Under the Rose” fundia elementos do mais puro progressivo com linhas típicas de heavy metal, ainda arrumando espaço para orquestrações e um refrão medieval composto por um coro de vozes mais graves. Lembra, em certos momentos, algumas coisas do Rush do início de carreira. Fantástica. “Dark Light” é um rock daqueles que só bandas como o
KISS sabem fazer direito, cortesia de Ace Frehley, que canta, entrega riffs precisos e um solo bem legal. Essa música dá claras pistas de como seria a sonoridade de “(Music From) The Elder” caso Ace não tivesse sido voto vencido na decisão da banda. “A World Without Heroes” talvez seja a mais famosa do álbum. Uma música bonita, calma e melódica. “The Oath” é facilmente a mais pesada do disco, com um riff simplesmente matador e um grande refrão, cheio de efeitos sonoros que dão um resultado bem eficiente. “Mr. Blackwell” é a mais estranha do disco e, possivelmente, a mais fraca também. Não chega a ser uma música ruim, mas é até meio difícil classificá-la. E a mais KISS de todas, “I”, caberia num daqueles discos dos anos 70 que fizeram a fama da banda ou mesmo num “Psycho Circus”.
Embora metade da banda (Frehley e Carr) não concordasse com isso, “(Music From) The Elder” foi composto para ser uma obra de referência na carreira do Kiss. A banda esperava até mesmo iniciar com ele uma seqüência de discos que seriam uma continuação da idéia conceitual original do álbum. Imaginou-se para esse trabalho uma turnê que traria um palco confeccionado com todo o cuidado e riqueza de detalhes, que retratasse bem a temática das letras, além de a banda vislumbrar a realização de um filme baseado na história. Mas “The Elder” fracassou no quesito vendas e aceitação do público e, com isso, todos aqueles planos nunca se concretizaram, até mesmo a turnê de divulgação do álbum, que não aconteceu. As raríssimas vezes em que o
KISS tocou algo desse disco foram em programas de televisão. Ace Frehley, que já não demonstrava há algum tempo ter mais a mesma energia do início, parecia cada vez mais infeliz com aquilo tudo. A coisa caminhou para um ponto em que Ace já não se apresentava mais com a banda, até que sua saída fosse consumada em1982.
A própria banda renegou esse disco, já que ele representou relativamente um fracasso sem precedentes na carreira do grupo. E o sucesso sempre foi uma obsessão para o Kiss. “The Elder” seria então o pior trabalho de sua carreira? Por tudo o que escrevi nesse texto considero que ele está longe disso. É o melhor? Também acredito que não. Mas é o trabalho mais maduro e lapidado da banda, além de ser possivelmente um de seus melhores discos. Coloca-se em dúvida até mesmo a sinceridade na inspiração para o álbum, já que muita gente afirma que sua única motivação foi a de impressionar os críticos e servir como mais uma jogada de marketing. Sem sombra de dúvidas, o álbum foge completamente às características que conquistaram milhões de fãs e que fizeram do
KISS uma das bandas mais famosas do mundo. E aquilo que se convencionou chamar de ‘identidade musical’ é, com certeza, uma das coisas mais importantes que uma banda pode ter. Fugir a isso muitas vezes pode ser tomado pelos fãs até como traição. Agora, é uma enorme injustiça não reconhecer todas as qualidades que “(Music From) The Elder” traz consigo. Por isso mesmo, este é mais um álbum que figura nessa lista de obras historicamente subestimadas por público, crítica e até mesmo por quem as idealizou. Agora, resta saber o que você acha. Não deixe de dar a sua opinião, de preferência após dar umas boas ouvidas nesse disco. Faça isso com a mente aberta e depois registre as suas impressões. Em breve, nos encontraremos por aqui de novo. Até lá.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

LIVING DEATH

LIVING DEATH"Back To The Weapons" - 1987/88
Outra banda alemã com um som velosíssimo. Esse EP - Back to the Weapons e Vengeance of Hell foram trabalhos esmeradíssimos da banda.
Não conheço outros trabalhos, mas com certeza a banda está entre as minhas favoritas.








LIVING DEATH"Back To The Weapons"

HELLOWEEN

Helloween - Walls of Jericho - 1987/88
Embora não tão bela assim a capa desse bolachão, o que marcou realmente neste período a banda alemã, foi a passagem de Kai Hansen nos vocais e guitarra base. Gosto de alguns trabalhos atuais da banda mas, nada que lembre o vocal estridente de Kai, como em Ride the Sky.
É fodão mesmo!!! O disco ficou devendo um pouco em qualidade na gravação.



KISS

Em 1979 o Kiss gozava de tanto prestígio, que tudo que faziam gerava dinheiro. Sua gravadora na época nada besta, aproveitando o sucesso do quarteto sugeriu um disco solo de cada membro da banda. Foi aí que todos perceberam que nenhum podia viver sem o outro. Pessoalmente, falando sério, excluindo uma ou duas músicas, não mais, do Gene Simmons, o resto foi simplesmente horrível, intragável. Bonitas mesmo foram as capas dos bolachões. Com as pinturas da época, ficaram verdadeiras obras primas.
Vocês hão de concordar comigo...











Rockxigênio

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